Viajar pela Índia NUNCA é fácil. Façam as contas: saí de Kudle Beach, estado de Karnataka, costa oeste da Índia, quase 14h00 do dia 5. Mais de vinte minutos de caminhada depois, cheguei na rodoviária de Gokarna e, às 14h45, peguei um ônibus até Kumta, que fica a uns 35km de Gokarna, viagem que dura uma meia hora.
Em Kumta, meu próximo ônibus atrasou quase uma hora (o que me ferrou legal mais na frente…): eram quase 17h00 quando o ônibus partiu rumo a Mangalore, e eram 21h40 quando chegou no seu destino. E por conta do atraso, perdi meu trem para Chennai por fatídicos 10 minutos… Nem estressei.
Na Índia, não adianta meeesmo estressar (toda vez que algo assim acontece, lembro imediatamente de uma frase que tem no meu guia: “expecting the unexpected – India rewards those who go with the flow”… e é a mais pura verdade. Adotei isso como um mantra…). Então, improvisei: vi que tinha um ônibus de partida para Bangalore, e pulei pra dentro dele. Cheguei em Bangalore por volta das oito da manhã do dia seguinte, e lá fui eu até outra rodoviária para pegar o ônibus das 10h00 para Chennai.
Eram mais de seis da tarde quando cheguei na rodoviária de Chennai, sem ter onde dormir. E só uma observação: Chennai ainda não era meu destino final! Primeiro pensei em dar uma olhada na rodoviária para ver se era possível dormir por lá mesmo, já que já fiz isso algumas vezes aqui na Índia. Além do mais, às 4h30 da manhã eu tinha que estar no aeroporto… mas eis que cheguei na rodoviária e descobri que era possível pagar Rs 100 para dormir numa espécie de alojamento (claro que separado entre homens e mulheres…).
Resolvi encarar, porque já estava viajando há mais de 24 horas direto, exausta, suja e faminta. Fui até um mercadinho fuleiro e comprei biscoitos, mel e água. Tomei um banho de balde e tentei dormir. Às três e pouco da matina, a velhinha indiana fofa que toma conta do dormitório feminino no turno da noite me acordou. Arrumei minhas coisinhas e fui esperar o ônibus noturno.
Não eram nem cinco da manhã quando cheguei ao aeroporto. Fiz o check-in e embarquei. O avião partiu às 7h30. Uma hora depois, o avião pousou em Colombo, capital do Sri Lanka. O aeroporto é melhor do que muito aeroporto de primeiro mundo, e isso me impressionou muito (depois eu conto mais sobre minhas impressões sobre o Sri Lanka…). Desembarquei, passei pela imigração, peguei minhas coisas e saí do aeroporto.
Peguei um ônibus que leva até a rodoviária em Negonbo, e de lá peguei outro ônibus até Kandy, segunda maior cidade do Sri Lanka, que fica no interior do país. Cerca de três horas depois, cheguei ao meu destino final.
Ainda demorei cerca de duas horas para achar uma pousada mais ou menos barata (isso não existe no Sri Lanka). Depois de mais de 48 horas de viagem, caí morta.
p.s.: e então você vai me perguntar: “mas onde foi que você se meteu de setembro até agora???”. Bom, para não deixar ninguém na mão, vou dando upload aos poucos nos posts que estão faltando, assim conseguirei cobrir a lacuna desses 5 ultimos meses…














