Ladakh Festival é uma mostra da cultura local: músicas e danças alegóricas, mostra de arco e flecha, jogo de pólo, muitas cerimônias Budistas. Esse é o grande e mais esperado evento da região, que acontece todo ano entre 1º e 15 de setembro, marcando também o final da alta temporada.

Fomos conferir o primeiro dia do festival, que abre com ladakhis em trajes típicos desfilando com suas roupas tradicionais pelas principais ruelas de Leh, dançando ao som de músicas típicas e uma procissão de monges da ordem Gelugpa – os “yellow hats” vem no final fechando o “desfile”; a cidade inteira pára para ver o grande acontecimento. No final da tarde fomos para arena de pólo, onde teve uma cerimônia de abertura seguida de horas de artes performáticas.
Ontem, segundo dia do festival, eu, Ily, Uri e Yaara pegamos um ônibus cedinho e fomos até Spituk, um monastério que fica cerca de meia hora de Leh, logo ali do outro lado do vale. No caminho passamos pelas zonas militares, completamente destoantes em meio a essa paisagem desértica tão magnífica. Esquisito. E um pouco assustador também.
Spituk é um gompa bem bonito que tem duas vistas panorâmicas contrastantes: de um lado, para o aeroporto militar; do outro, para a suntuosa cordilheira do Himalaya. Além de conhecer o monastério, aproveitamos para conferir o que chamam de Lama Dancing, uma arte performática tradicional que integra parte do programa do Ladakh Festival: são quatro lamas dançando ao som ritmado de instrumentos budistas (quais são?). Durante a performance, eles trocam de trajes e máscaras umas 15 vezes, e essas máscaras que eles usam durante as danças são, em sua maioria, de deidades iradas (aquelas caras assustadoras que lembram um pouco máscaras chinesas).
Quando acabou, nós quatro descemos para a estrada e ficamos esperando o ônibus no meio de um deserto debaixo de um sol escaldante.
O jantar foi gostoso, fomos num restaurante tradicional indiano — além de nós quatro, estavam também Yariv, mais um israelense, e um casal de franceses, o Jean e a Sabinne. A Sabinne me contou sobre o trekking de 5 dias que ela tinha acabado de fazer com o marido pela cordilheira do Himalaya, e acabou me passando as dicas. Foi conversando com ela que eu enfiei na cabeça que é exatamente esse trekking que eu vou fazer.
No mais, hoje é a vez da Ily ficar de cama, tadinha; talvez por conta do restaurante de ontem, vai saber… De qualquer forma, estou tentando retribuir o cuidado que ela teve comigo.
Por conta disso, hoje acabei não fazendo muita coisa. Acabei passando a tarde no restaurante que a gente tem ido todos os dias, e fiquei lá lendo horas a fio…