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	<title>De Passagem</title>
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	<description>momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis…</description>
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		<title>De Passagem</title>
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		<title>De Kudle Beach, na India, a Colombo, no Sri Lanka&#8230;</title>
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		<pubDate>Sun, 08 Feb 2009 09:28:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Julia Hue</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Viajar pela Índia NUNCA é fácil. Façam as contas: saí de Kudle Beach, estado de Karnataka, costa oeste da Índia, quase 14h00 do dia 5. Mais de vinte minutos de caminhada depois, cheguei na rodoviária de Gokarna e, às 14h45, peguei um ônibus até Kumta, que fica a uns 35km de Gokarna, viagem que dura [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=juhue.wordpress.com&blog=3760869&post=223&subd=juhue&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Viajar pela Índia NUNCA é fácil. Façam as contas: saí de Kudle Beach, estado de Karnataka, costa oeste da Índia, quase 14h00 do dia 5. Mais de vinte minutos de caminhada depois, cheguei na rodoviária de Gokarna e, às 14h45, peguei um ônibus até Kumta, que fica a uns 35km de Gokarna, viagem que dura uma meia hora. </p>
<p>Em Kumta, meu próximo ônibus atrasou quase uma hora (o que me ferrou legal mais na frente&#8230;): eram quase 17h00 quando o ônibus partiu rumo a Mangalore, e eram 21h40 quando chegou no seu destino. E por conta do atraso, perdi meu trem para Chennai por fatídicos 10 minutos&#8230; Nem estressei. </p>
<p>Na Índia, não adianta meeesmo estressar (toda vez que algo assim acontece, lembro imediatamente de uma frase que tem no meu guia: “expecting the unexpected – India rewards those who go with the flow”&#8230; e é a mais pura verdade. Adotei isso como um mantra&#8230;). Então, improvisei: vi que tinha um ônibus de partida para Bangalore, e pulei pra dentro dele. Cheguei em Bangalore por volta das oito da manhã do dia seguinte, e lá fui eu até outra rodoviária para pegar o ônibus das 10h00 para Chennai. </p>
<p>Eram mais de seis da tarde quando cheguei na rodoviária de Chennai, sem ter onde dormir. E só uma observação: Chennai ainda não era meu destino final! Primeiro pensei em dar uma olhada na rodoviária para ver se era possível dormir por lá mesmo, já que já fiz isso algumas vezes aqui na Índia. Além do mais, às 4h30 da manhã eu tinha que estar no aeroporto&#8230; mas eis que cheguei na rodoviária e descobri que era possível pagar Rs 100 para dormir numa espécie de alojamento (claro que separado entre homens e mulheres&#8230;). </p>
<p>Resolvi encarar, porque já estava viajando há mais de 24 horas direto, exausta, suja e faminta. Fui até um mercadinho fuleiro e comprei biscoitos, mel e água. Tomei um banho de balde e tentei dormir. Às três e pouco da matina, a velhinha indiana fofa que toma conta do dormitório feminino no turno da noite me acordou. Arrumei minhas coisinhas e fui esperar o ônibus noturno. </p>
<p>Não eram nem cinco da manhã quando cheguei ao aeroporto. Fiz o check-in e embarquei. O avião partiu às 7h30. Uma hora depois, o avião pousou em Colombo, capital do Sri Lanka. O aeroporto é melhor do que muito aeroporto de primeiro mundo, e isso me impressionou muito (depois eu conto mais sobre minhas impressões sobre o Sri Lanka&#8230;). Desembarquei, passei pela imigração, peguei minhas coisas e saí do aeroporto. </p>
<p>Peguei um ônibus que leva até a rodoviária em Negonbo, e de lá peguei outro ônibus até Kandy, segunda maior cidade do Sri Lanka, que fica no interior do país. Cerca de três horas depois, cheguei ao meu destino final. </p>
<p>Ainda demorei cerca de duas horas para achar uma pousada mais ou menos barata (isso não existe no Sri Lanka). Depois de mais de 48 horas de viagem, caí morta. </p>
<p>p.s.: e então você vai me perguntar: “mas onde foi que você se meteu de setembro até agora???”. Bom, para não deixar ninguém na mão, vou dando upload aos poucos nos posts que estão faltando, assim conseguirei cobrir a lacuna desses 5 ultimos meses&#8230;</p>
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		<title>Ladakh Festival</title>
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		<pubDate>Wed, 03 Sep 2008 19:34:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Julia Hue</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem  Categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Ladakh Festival é uma mostra da cultura local: músicas e danças alegóricas, mostra de arco e flecha, jogo de pólo, muitas cerimônias Budistas. Esse é o grande e mais esperado evento da região, que acontece todo ano entre 1º e 15 de setembro, marcando também o final da alta temporada.

Fomos conferir o primeiro dia do [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=juhue.wordpress.com&blog=3760869&post=217&subd=juhue&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Ladakh Festival é uma mostra da cultura local: músicas e danças alegóricas, mostra de arco e flecha, jogo de pólo, muitas cerimônias Budistas. Esse é o grande e mais esperado evento da região, que acontece todo ano entre 1º e 15 de setembro, marcando também o final da alta temporada.</p>
<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-219" title="Ladakh Festival" src="http://juhue.files.wordpress.com/2008/11/_mg_4628-pequena.jpg?w=450&#038;h=673" alt="Ladakh Festival" width="450" height="673" /></p>
<p>Fomos conferir o primeiro dia do festival, que abre com ladakhis em trajes típicos desfilando com suas roupas tradicionais pelas principais ruelas de Leh, dançando ao som de músicas típicas e uma procissão de monges da ordem Gelugpa – os “yellow hats” vem no final fechando o “desfile”; a cidade inteira pára para ver o grande acontecimento. No final da tarde fomos para arena de pólo, onde teve uma cerimônia de abertura seguida de horas de artes performáticas.</p>
<p>Ontem, segundo dia do festival, eu, Ily, Uri e Yaara pegamos um ônibus cedinho e fomos até Spituk, um monastério que fica cerca de meia hora de Leh, logo ali do outro lado do vale. No caminho passamos pelas zonas militares, completamente destoantes em meio a essa paisagem desértica tão magnífica. Esquisito. E um pouco assustador também.</p>
<p>Spituk é um gompa bem bonito que tem duas vistas panorâmicas contrastantes: de um lado, para o aeroporto militar; do outro, para a suntuosa cordilheira do Himalaya. Além de conhecer o monastério, aproveitamos para conferir o que chamam de Lama Dancing, uma arte performática tradicional que integra parte do programa do Ladakh Festival: são quatro lamas dançando ao som ritmado de instrumentos budistas (quais são?). Durante a performance, eles trocam de trajes e máscaras umas 15 vezes, e essas máscaras que eles usam durante as danças são, em sua maioria, de deidades iradas (aquelas caras assustadoras que lembram um pouco máscaras chinesas).</p>
<p>Quando acabou, nós quatro descemos para a estrada e ficamos esperando o ônibus no meio de um deserto debaixo de um sol escaldante.</p>
<p>O jantar foi gostoso, fomos num restaurante tradicional indiano &#8212; além de nós quatro, estavam também Yariv, mais um israelense, e um casal de franceses, o Jean e a Sabinne. A Sabinne me contou sobre o trekking de 5 dias que ela tinha acabado de fazer com o marido pela cordilheira do Himalaya, e acabou me passando as dicas. Foi conversando com ela que eu enfiei na cabeça que é exatamente esse trekking que eu vou fazer.</p>
<p>No mais, hoje é a vez da Ily ficar de cama, tadinha; talvez por conta do restaurante de ontem, vai saber&#8230; De qualquer forma, estou tentando retribuir o cuidado que ela teve comigo. </p>
<p>Por conta disso, hoje acabei não fazendo muita coisa. Acabei passando a tarde no restaurante que a gente tem ido todos os dias, e fiquei lá lendo horas a fio&#8230;</p>
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		<title>Explorando Leh</title>
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		<pubDate>Sun, 31 Aug 2008 18:33:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Julia Hue</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Depois de dias e mais dias de “aclimatação”, conseguimos finalmente vencer o mal das alturas – e a preguiça&#8230; –, deixar o nosso oásis maravilhoso por algumas horas e visitar algumas coisas aqui pertinho da cidade.
Primeiro fomos (eu, Ily, Uri, Yaara e Axel) em direção ao Palácio de Leh, que fica no meio de uma [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=juhue.wordpress.com&blog=3760869&post=206&subd=juhue&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Depois de dias e mais dias de “aclimatação”, conseguimos finalmente vencer o mal das alturas – e a preguiça&#8230; –, deixar o nosso oásis maravilhoso por algumas horas e visitar algumas coisas aqui pertinho da cidade.</p>
<p>Primeiro fomos (eu, Ily, Uri, Yaara e Axel) em direção ao Palácio de Leh, que fica no meio de uma colina bem íngreme, aqui mesmo em Leh. No caminho fui passando por um bocado de pequenos monastérios que ficam encravados nas montanhas. Entrei em um deles, chamado Chamspa Lhakhang – conhecido como “o templo vermelho de Maitreya” – que foi construído no século XV. Dentro desse templo tem uma estátua de Buddha Maitreya de uns 10 metros de altura, linda! Ao lado de cada lado dela tem mais duas estátuas menores: uma de Avalokiteshvara e outra de Manjushri, deidades budistas. </p>
<p>Saí dessa gompa e continuei subindo a colina, passando por mais templos, e entrei em cada um deles. Adorei um que era meio escuro e tinha um monte de thangkas – pinturas sagradas budistas – em todas as paredes&#8230; Só no Palácio de Leh em si é que acabamos não entrando, porque já estava fechado.</p>
<p style="text-align:center;"><img class="size-full wp-image-207  aligncenter" title="Em Leh" src="http://juhue.files.wordpress.com/2008/11/p8290210-pequena.jpg?w=450&#038;h=300" alt="Em Leh" width="450" height="300" /></p>
<p style="text-align:center;">(na foto, Ily, Axel e eu junto das bandeirinhas budistas de oração - by Uri)</p>
<p>Depois de vencer a íngreme subida e alcançar o último templo, o pôr-do-sol nos saudou e um deslumbrante facho de luz iluminou a vila de Leh lá embaixo. Um espetáculo.<br />
 </p>
<p style="text-align:center;"><img class="size-full wp-image-209  aligncenter" title="vista de Leh" src="http://juhue.files.wordpress.com/2008/11/_mg_4486-pequena.jpg?w=450&#038;h=300" alt="vista de Leh" width="450" height="300" /></p>
<p style="text-align:center;">(na foto: maravilhosa luz sobre Leh)</p>
<p>Na descida, eu, Ily e Yariv (que encontramos lá em cima ao acaso) paramos para ver um puja num templo minúsculo e escuro, que mais parecia uma caverna. Adoramos.</p>
<p>No dia seguinte, depois de algumas paradas no caminho para um chazinho, fomos visitar a Shanti stupa, que foi construída pelos japoneses nos anos 80 para disseminar uma mensagem global de paz. Ela fica no alto de outra íngreme colina, onde a vista é de tirar o fôlego. Eu, Ily, Uri e Yaara ficamos horas lá, só curtindo a paisagem, olhando para a maravilhosa cordilheira do Himalaya.</p>
<p style="text-align:center;"><img class="size-full wp-image-210    aligncenter" title="vista da cordilheira dos Himalayas" src="http://juhue.files.wordpress.com/2008/11/p8300340-pequena.jpg?w=450&#038;h=300" alt="vista da cordilheira dos Himalayas" width="450" height="300" /></p>
<p style="text-align:center;">(na foto: Yaara, Ily, eu e os Himalayas&#8230; &#8211; by Uri)</p>
<p>A nossa “família” aqui em Leh já começou a dispersar: Axel, o francês, coloca os pés (e a bicicleta) na estrada amanhã cedo, rumo a Kargil, que fica em Kashmir, fronteira controlada pelo Paquistão. Mike e Ygal, os irmãos americanos, vão embora em dois dias para Varanasi. Mike ficou hospedado no nosso quarto (meu e de Ily) nos últimos dois dias, porque ele teve mal das alturas, tomou tudo quanto foi droga errada para tentar ficar bem e acabou tendo que abandonar um trekking no primeiro dia porque não se agüentava em pé. Ygal seguiu o trekking sozinho e voltou hoje. Nils, o alemão, está em outro trekking dificílimo, mas volta para Leh em breve. Sendo assim, jantamos todos juntos no Jeevas, restaurante “ocidental” que fica em Changspa Road, a rua mais turística da cidade. Aqui tem uma fotinho do jantar: </p>
<p style="text-align:center;"><img class="size-full wp-image-212 alignnone" title="Jantarzinho..." src="http://juhue.files.wordpress.com/2008/11/_mg_4569-pequena.jpg?w=450&#038;h=300" alt="Jantarzinho..." width="450" height="300" /></p>
<p style="text-align:center;">(na foto: Yariv (israelense), Uri (israelense), Yaara (israelense), Ily (austríaca), Axel (francês), Mike (USAdos) e Ygal (USAdos)&#8230;)</p>
<img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/juhue.wordpress.com/206/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/juhue.wordpress.com/206/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/juhue.wordpress.com/206/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/juhue.wordpress.com/206/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/juhue.wordpress.com/206/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/juhue.wordpress.com/206/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/juhue.wordpress.com/206/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/juhue.wordpress.com/206/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/juhue.wordpress.com/206/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/juhue.wordpress.com/206/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/juhue.wordpress.com/206/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/juhue.wordpress.com/206/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=juhue.wordpress.com&blog=3760869&post=206&subd=juhue&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>Comida Indiana</title>
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		<pubDate>Thu, 28 Aug 2008 13:36:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Julia Hue</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Bom, para mim a altitude não foi tanto um problema. Já a comida indiana, sim. 
Eu explico: no mesmo dia em que cheguei a Leh, jantei comida indiana. No dia seguinte repeti a dose. A comida estava maravilhosa, mas paguei o preço passando mal nas 36 horas seguintes. Muita, mas muuuuita dor no estômago que [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=juhue.wordpress.com&blog=3760869&post=190&subd=juhue&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Bom, para mim a altitude não foi tanto um problema. Já a comida indiana, sim. </p>
<p>Eu explico: no mesmo dia em que cheguei a Leh, jantei comida indiana. No dia seguinte repeti a dose. A comida estava maravilhosa, mas paguei o preço passando mal nas 36 horas seguintes. Muita, mas muuuuita dor no estômago que me deixou de cama o dia todo. Só saí dela para mudar de pousada, porque Nils encontrou um lugar muito melhor pra ficar, uma pousada chamada Jigmet Guest House.</p>
<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter size-medium wp-image-192" title="Jigmet Gues House" src="http://juhue.files.wordpress.com/2008/09/img_5780-pequena.jpg?w=200&#038;h=300" alt="" width="200" height="300" /></p>
<p style="text-align:center;">(esta é a vista dos quartos; a cordilheira do Himalaya está lá atrás!)</p>
<p>Então logo cedo deixamos a pousada na rua barulhenta para trás. A Ily, o Uri e a Yaara (casal israelense) vieram me ajudar com as malas, porque eu mal tinha condições de me manter em pé. Passei o dia a água e chá de hortelã, colhido diretamente do jardim da nossa nova pousada, um desbunde, não posso reclamar.<br />
Bom, dadas as informações físicas, podemos passar ao resto. A pousada Jigmet tem esse enooorme jardim com flores coloridíssimas e uma grande horta com verduras e legumes. Tem também um monte de macieiras, que dá aos quartos – que ficam em volta do jardim –, um perfume doce delicioso. Tem fome? Vai lá e pega uma maçã. Chato pra burro. Tão chato que a gente só tem deixado a pousada para comer. </p>
<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter size-large wp-image-196" title="Jardim florido!" src="http://juhue.files.wordpress.com/2008/09/_mg_4407-pequena.jpg?w=450&#038;h=300" alt="" width="450" height="300" /></p>
<p>Aqui eu continuo dividindo o quarto com a Ily. Uma parte do pessoal que viajou junto de Manali até aqui está na mesma pousada (eu, Ily, Nils, Uri, Yaara, Mike e Ygal – dois irmãos americanos). Viramos uma pequena “família”. E ela está crescendo: ontem à noite reencontramos Axel, um francês, e Jan, alemão. Eles estão viajando de bicicleta e conheceram-se no meio do caminho de Manali a Leh. A coincidência fica por conta de que eu peguei o mesmo vôo que Axel de Londres para Delhi, e numa das paradas no meio do deserto no caminho de Manali até aqui nos encontramos novamente. Ele de bicicleta, eu de ônibus. No final, ele e Jan juntaram-se a nós logo que chegaram a Leh.</p>
<p>Para os próximos dias, estamos planejando de trekkings a visitas aos tantos Gompas (monastérios budistas) que têm por aqui. </p>
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			<media:title type="html">Jigmet Gues House</media:title>
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		<title>De Manali a Leh, a segunda estrada rodoviária mais alta do mundo!</title>
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		<pubDate>Tue, 26 Aug 2008 10:58:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Julia Hue</dc:creator>
				<category><![CDATA[Índia]]></category>
		<category><![CDATA[Himalaya]]></category>
		<category><![CDATA[Jammu & Kashmir]]></category>
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		<description><![CDATA[Depois de 36 horas de viagem, finalmente cheguei em Leh! A estrada que liga Manali a Leh é um sufoco, mas a paisagem é absolutamente maravilhosa. Passei por lugares incríveis e inesquecíveis para chegar até aqui.
Leh fica no extremo norte da Índia, no distrito de Ladakh, Estado de Jammu &#38; Kashmir. Aqui fica o principal [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=juhue.wordpress.com&blog=3760869&post=183&subd=juhue&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Depois de 36 horas de viagem, finalmente cheguei em Leh! A estrada que liga Manali a Leh é um sufoco, mas a paisagem é absolutamente maravilhosa. Passei por lugares incríveis e inesquecíveis para chegar até aqui.<br />
Leh fica no extremo norte da Índia, no distrito de Ladakh, Estado de Jammu &amp; Kashmir. Aqui fica o principal reduto budista tibetano da Índia, conhecido com “pequeno Tibet”.</p>
<p>O clima é extremamente seco. O ar, além de rarefeito – Leh fica a 3.505m de altitude – é gelado, mas o sol compensa esquentando pra chuchu. E a paisagem&#8230; bom, a paisagem é um total desbunde: estou rodeada pela cordilheira do Himalaya, o teto do mundo – o segundo pico mais alto do planeta, o K2, fica a uns 100km daqui, na zona de disputa entre Índia e Paquistão. Ao redor de Leh é só deserto de montanhas avermelhadas enormes com picos nevados, que vão fácil a mais de 7.000m de altura. Lindo demais. </p>
<p>.</p>
<p>Há dois dias a chuva resolveu dar uma trégua e o dia amanheceu lindo em Manali, sem uma nuvem sequer no céu. Foi a primeira vez que consegui ver as montanhas monstruosas à volta da cidade. É aqui a porta de entrada para a cordilheira mais alta do mundo: o Himalaya.</p>
<p>A viagem começou cedo. Paljor me acompanhou, às 5h30 da matina, até o lugar de onde o ônibus sai rumo a Leh. Um casal e mais dois caras – todos estrangeiros – esperavam o mesmo ônibus que, aliás, era um espetáculo à parte: veio diretamente dos anos 70, uma verdadeira lata velha que me fez duvidar de que chegaria inteira ao destino final. </p>
<p>A maioria das pessoas embarcou em Vashisht, vila que fica logo depois de Manali. No ônibus estávamos em 14 pessoas, de diferentes cantos do mundo: um casal de franceses, uma britânica, uma australiana, um italiano, um alemão, um japonês, dois irmãos americanos, um casal israelense, uma austríaca e eu. E pelo fato de termos que passar as 36 horas seguintes dividindo o parco teto do mesmo ônibus, era natural que nos conhecêssemos logo na primeira hora de viagem.</p>
<p>De Manali a Leh são 475km de uma estrada que é uma antiga via militar, quase toda de terra. E como já disse por aqui, os quilômetros não significam muita coisa, as viagens aqui são sempre longas. </p>
<p>Logo nas primeiras horas de viagem a paisagem vai mudando lentamente através da janelinha do ônibus, passando de verde a completamente marrom com picos nevados. O céu é do azul mais puro, profundo e intenso que já vi. </p>
<p style="text-align:center;"><img class="size-medium wp-image-189 aligncenter" title="Ladakh" src="http://juhue.files.wordpress.com/2008/09/_mg_4170-pequena.jpg?w=300&#038;h=200" alt="" width="300" height="200" /></p>
<p>No início da noite chegamos a Sarchu, onde paramos para dormir. Sarchu não é uma vila, é apenas um acampamento fixo no meio do caminho entre Manali e Leh a mais de 4.000m de altitude, demarcando o início de Ladakh. Dormir nessa atitude não é fácil, e algumas pessoas do ônibus começaram a apresentar o tal “mal das alturas” já neste ponto.</p>
<p>Na manhã seguinte partimos bem cedo, rumo a segunda passagem rodoviária mais alta do mundo – Tanglang La – a 5.360m de altitude. Descemos para tirar fotos, e a sensação é esquisita: não há oxigênio suficiente e o corpo responde mal, com um pouco de letargia. Não tive dor de cabeça nem nada, mas parecia que havia alguém sentado no meu pulmão. Mas logo que descemos um pouco, a sensação passou.</p>
<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter size-medium wp-image-201" title="Tangang La" src="http://juhue.files.wordpress.com/2008/09/_mg_4256-pequena.jpg?w=300&#038;h=200" alt="" width="300" height="200" /></p>
<p>Já quase em Leh despontam os primeiros vilarejos, e o cenário é maravilhoso: a cordilheira do Himalaya como pano de fundo e um monte de stupas e gompas (monastérios budistas tibetanos) pelo caminho. As casas são todas de pedras e adobe (tijolo de terra crua) com esterco, caiadas ou da cor da terra. As janelas são de madeiras entalhadas, a maioria enfeitada com motivos budistas. Lindas. Pensei comigo que era a primeira vez que via vilas tão lindas na Índia, que finalmente encontrara um lugar que não era mal construído, feio, com falta de espaço e problemas graves de saneamento. Bom, quase isso, porque foi só chegar mais perto de Leh para constatar a coisa mais triste do mundo: o que o ser humano coloca a mão, ele estraga. Claro que não é tão grave quanto em Delhi ou mesmo McLeod Ganj, mas há rastros de lixos por onde quer que o ser humano passe, mesmo que seja aqui no meio do nada, na cordilheira mais alta do mundo, no meio do deserto. Triste.</p>
<p>E eis que surge Leh: barulhenta, cheia de carros, buzinas, pessoas, vacas, buzinas, turistas, cachorros, buzinas. Sim, estou na Índia, como pude esquecer?</p>
<p>Desembarcamos na bagunçada Leh, todos exaustos. Estava calor e era começo de noite. Por conta da altitude, carregar toda a bagagem foi um sufoco. Eu tive que parar para recuperar o fôlego a cada 20 metros, e as mochilas pesadíssimas se tornaram um sério fardo. Depois de andar por mais de meia hora, nos dirigimos a primeira pousada que apareceu na frente, numa das ruas principais. Terminei por dividir o quarto com Ily, a austríaca, e Nils, o alemão. Famintos, fomos todos ao restaurante em frente, o Gesmo, comer comida indiana. Uma delícia!</p>
<p>Hoje acordei super cedo, completamente sem sono. Acima de 3.000 metros de altura o corpo estranha tudo, é uma bagunça. Até onde sei, demora cerca de uma semana para o corpo se adaptar e para produzir mais glóbulos vermelhos para conseguir transportar mais oxigênio necessário ao corpo. Por isso é altamente recomendável beber muita água e não fazer ABSOLUTAMENTE NADA nos primeiros dias. Eu, claro, estou obedecendo.</p>
<p>.</p>
<p>Mal cheguei aqui e já estou completamente apaixonada pelo lugar. Eu, Ily e Nils saímos da pousada esta manhã, viramos a primeira esquina e demos de cara com altas montanhas ocres com seus palácios e gompas budistas. Ficamos os três, embasbacados, olhando para a paisagem surreal&#8230;<br />
Incrível que apesar de sempre ter sonhado em conhecer o Himalaya, minhas expectativas ainda assim ficaram abaixo do que o lugar é. Sim, o Himalaya é meu lugar no mundo.</p>
<p style="text-align:center;"><img class="size-full wp-image-204 aligncenter" title="Em Leh" src="http://juhue.files.wordpress.com/2008/09/_mg_4456-pequena2.jpg?w=450&#038;h=300" alt="" width="450" height="300" /></p>
<p> </p>
<p> </p>
<p>*obs.: a primeira estrada rodoviária mais alta do mundo é a que liga Leh a Nubra Valley, aqui pertinho. A passagem chama-se Khardung La, que fica a 5.602m de altitude. Aff&#8230;</p>
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		<title>Tashi Delek!, o cachorro atropelado e o gato recém-nascido</title>
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		<pubDate>Sat, 23 Aug 2008 17:37:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Julia Hue</dc:creator>
				<category><![CDATA[Índia]]></category>
		<category><![CDATA[cachorro]]></category>
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		<description><![CDATA[Chove tanto que minha diversão aqui em Manali tem sido sentar com Tsomo, filho de 9 anos de Paljor, para aprender tibetano depois que ele volta da escola. Além de ser um amor de menino e super curioso, Tsomo é o único da casa que fala inglês, então pedi a ele que me ensinasse algumas [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=juhue.wordpress.com&blog=3760869&post=179&subd=juhue&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Chove tanto que minha diversão aqui em Manali tem sido sentar com Tsomo, filho de 9 anos de Paljor, para aprender tibetano depois que ele volta da escola. Além de ser um amor de menino e super curioso, Tsomo é o único da casa que fala inglês, então pedi a ele que me ensinasse algumas coisinhas &#8212; já sei que Tashi Delek, o mais básico de tudo, quer dizer “oi”, e que cudgi é “por favor” e thu chená é “obrigada”!</p>
<p>Ontem a chuva parou um pouquinho, então Pamu aproveitou para me levar pra conhecer Vashisht, vilarejo que fica ao norte de Manali. Não me perguntem quem é Pamu que não vou saber explicar, só sei que ela também mora no apartamento do Paljor, mas não é filha dele. E também não fala nadinha de inglês&#8230; uma pena, porque adoraria conversar com ela!</p>
<p>Vashisht tem hot springs (banhos públicos quentinhos), velhas casas de pedras e templos antigos dedicados ao deus hindu Rama. Aproveitei para tomar um chá no restaurante de uma das pousadas e apreciar vista do vale que, mesmo submergida na névoa das monções, era linda! Valeu o passeio!</p>
<p>Ontem a noite aconteceu algo curioso: estávamos todos aqui no apartamento e começamos a ouvir um cachorro chorar alto na rua. Tsering, amiga de Paljor que também mora no apartamento, foi até a rua para ver o que estava acontecendo. O cachorro gritava de dor, e ela não teve dúvidas: trouxe o cachorro, que tinha acabado de ser atropelado, para dentro de casa. Ela esquentou um monte de panos para aquecer o cachorro e tentar aliviar as dores e sofrimentos dele. E ela chorava junto. Na hora de dormir, ela colocou a caixa de papelão com o cachorro dentro ao lado da cama dela. </p>
<p>Por que estou contando isso? Porque achei bonito. Porque isso, pra mim, é a verdadeira compaixão. E não tem prática nem religião que ensine. </p>
<p>Tem também outra história que aconteceu com a Natascha: ela achou um gatinho recém-nascido no meio do mato numa ruela de Dharamsala. Ela não teve dúvidas: pegou o gatinho, levou pra casa e começou a cuidar dele (o que inclui dar mamadeira de 2 em 2 horas&#8230;). E no meio dessa compaixão toda ela ainda foi escrachada por uma monja que também freqüenta o templo do Dalai Lama porque, segundo ela, a Natascha deveria estar ocupada fazendo as práticas ao invés de gastar esse tempo precioso cuidando de um gato recém-nascido que dá tanto trabalho. Entendem a TOTAL incoerência?!! </p>
<p>Bom, a diferença entre o cachorro atropelado e o gatinho recém-nascido é que o cachorrinho não agüentou e morreu hoje de manhã cedinho. O gatinho, ao contrário, está a cada dia mais parecido com uma pêra de tanto que mama&#8230;</p>
<p>Com essas histórias eu comecei a pensar no nosso ego. Você já parou pra pensar onde é que ele termina? Quando é que você realmente faz algo em benefício de outro ser sem pensar em si mesmo?</p>
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		<title>De McLeod Ganj a Manali</title>
		<link>http://juhue.wordpress.com/2008/08/22/de-mcleod-ganj-a-manali/</link>
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		<pubDate>Fri, 22 Aug 2008 15:51:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Julia Hue</dc:creator>
				<category><![CDATA[Índia]]></category>
		<category><![CDATA[chuva]]></category>
		<category><![CDATA[Manali]]></category>
		<category><![CDATA[McLeod Ganj]]></category>

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		<description><![CDATA[Cheguei hoje de manhã em Manali, também no estado de Himachal Pradesh. A viagem de ônibus de McLeod Ganj até aqui dura 10 horas, o que é um extremo contra-senso, já que apenas 150km separam as duas cidades. Mas é a Índia. E quem sou eu para discutir com a coerência indiana?
Embarquei no ônibus ontem [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=juhue.wordpress.com&blog=3760869&post=170&subd=juhue&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Cheguei hoje de manhã em Manali, também no estado de Himachal Pradesh. A viagem de ônibus de McLeod Ganj até aqui dura 10 horas, o que é um extremo contra-senso, já que apenas 150km separam as duas cidades. Mas é a Índia. E quem sou eu para discutir com a coerência indiana?</p>
<p>Embarquei no ônibus ontem à noite, junto com Paljor, rumo a Manali. Essa viagem bateu todos os recordes de viagens ruins que fiz na vida (e olha que já passei muito perrengue viajando de busão por aí&#8230;): foram 10 horas de forte chuva DENTRO do ônibus. Sim, minha gente, choveu em cima de todos os passageiros que estavam sentados nas janelas. E não estou falando de goteira, não&#8230; era chuva, mesmo, caindo lá do céu e atravessando o teto diretamente em nossas cabeças.</p>
<p>Na primeira parada que o ônibus deu, a chuva deu uma pequena trégua, e eu fui conversar com o motorista, achando que o problema das goteiras fosse só no lugar onde eu estava sentada. A resposta dele: “fica tranqüila, não vai mais chover, não, eu garanto”. Cinco minutos depois voltou a chover forte. E não parou nas próximas oito horas e meia. Acho que o motorista precisa melhorar as conexões dele com os deuses indianos&#8230; </p>
<p>Claro que não preguei o olho a noite inteira. Durante a viagem eu pensei no Rapha, que me mandou um email pouco antes de eu embarcar de Paris para Delhi dizendo que, se alguma situação apertasse, era para pensar bem forte na impermanência e relaxar. E era só no que eu conseguia pensar: “vai passar, vai passar, vai passar,&#8230;”</p>
<p>E passou, olha que coisa.</p>
<p>Cheguei encharcada em Manali, um horror. Fui com o Paljor direto para a casa dele, que é onde ficarei hospedada pelos próximos dias. O apartamento é um luxo, enorme para os padrões indianos, todo colorido e alegre, cheio de motivos tibetanos. A vantagem de ficar com Paljor e sua família é que poderei ver de perto e viver a rotina de pessoas que moram aqui, que é uma das coisas que mais gosto quando estou viajando. Ele não fala quase nada de inglês, mas estou sendo muito bem tratada por todos.  </p>
<p>Paljor tem uma lojinha aqui na parte nova de Manali, onde vende artigos budistas tibetanos. Além disso, ele é diretor de uma fundação que ajuda a comunidade tibetana. Ele mesmo organiza e participa ativamente das manifestações pró-Tibet.</p>
<p>Fora esse centro novo de Manali, ainda não conheci muita coisa. Pelo menos consegui ver que é uma cidade que fica encravada no fundo de um vale com montanhas enormes em volta. E em dois dias, é daqui que parto em busca da grande realização da minha vida: minha viagem para Ladakh!</p>
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		<title>Ainda chuva&#8230;</title>
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		<pubDate>Thu, 21 Aug 2008 18:45:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Julia Hue</dc:creator>
				<category><![CDATA[Índia]]></category>
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		<description><![CDATA[Os dias continuam chuvosos e úmidos&#8230; acho que estou ganhando uma cor meio esverdeada.
Hoje a Ná fez um dhal (lentilhas indianas) delicioso para o almoço. Depois fomos pela floresta de pinheiros até o Tushita – centro de meditação e filosofia budista – para eu conhecer, e também no Centro de Meditação Vipassana, que fica atrás [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=juhue.wordpress.com&blog=3760869&post=166&subd=juhue&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Os dias continuam chuvosos e úmidos&#8230; acho que estou ganhando uma cor meio esverdeada.</p>
<p>Hoje a Ná fez um dhal (lentilhas indianas) delicioso para o almoço. Depois fomos pela floresta de pinheiros até o Tushita – centro de meditação e filosofia budista – para eu conhecer, e também no Centro de Meditação Vipassana, que fica atrás do Tushita. Estava uma neblina só, o que deu ao lugar um ar melancólico&#8230;</p>
<p>Na volta, passamos por uns 50 macacos que estavam fazendo uma bagunça absurda na floresta, brigando pelo lixo depositado num container no meio do caminho. Ficamos na dúvida se passávamos por eles ou não, mas acabamos indo (detalhe: a Ná muniu-se com uma pedra para caso de emergência&#8230; hihihi&#8230;). </p>
<p>Continuamos descendo e passamos pelo TIPA – Tibetain Institute of Performing Arts –, Instituto que tem como objetivo ensinar e preservar as artes performáticas do Tibet. Ao entrar no pátio, ouvi umas mulheres tibetanas cantando&#8230; Era um canto tão lindo e profundo que eu não queria mais sair de lá. E o mais curioso é que lembrou muito as músicas Xamânicas&#8230;</p>
<p>Continuamos descendo e paramos no templo Nyingmapa para tomar um chá de ginger lemon honey, e depois fomos até o centro de McLeod Ganj para comprar umas coisinhas para eu levar para Manali, próxima cidade para onde vou.</p>
<p>O resto do dia foi de arrumação. Daqui a pouco embarco para Manali com Paljor, um tibetano amigo do monge Lobsang. O Lobsang nos apresentou ontem no caminho para o Templo do Dalai Lama, e ambos insistiram para que eu ficasse na casa do Paljor enquanto eu ficasse em Manali, que é onde ele mora. Então ele vai me hospedar por uns dias! Melhor, impossível.</p>
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		<title>Chuvas e Comidas</title>
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		<pubDate>Tue, 19 Aug 2008 21:16:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Julia Hue</dc:creator>
				<category><![CDATA[Culinaria]]></category>
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		<description><![CDATA[Os últimos dias foram dias de reconhecimento que, entre um passeio e outro, passam calmos e chuvosos. As monções ainda devem durar mais um mês; a chuva não pára.
Hoje eu fui com a Ná no Templo do Dalai Lama para meditar um pouco enquanto ela fazia as práticas dela. Nós duas estávamos sentadinhas lá no [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=juhue.wordpress.com&blog=3760869&post=158&subd=juhue&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Os últimos dias foram dias de reconhecimento que, entre um passeio e outro, passam calmos e chuvosos. As monções ainda devem durar mais um mês; a chuva não pára.</p>
<p>Hoje eu fui com a Ná no Templo do Dalai Lama para meditar um pouco enquanto ela fazia as práticas dela. Nós duas estávamos sentadinhas lá no fundo do templo, e nem assim conseguimos escapamos dos turistas indianos inoportunos que tiraram fotos nossas. Na nossa lateral tinham dois monges fazendo práticas. </p>
<p>Enquanto eu meditava, eles davam risada e falavam pra Ná me empurrar para eu cair de lado hahahaha&#8230; pode? – isso serve para tirar aquela imagem que temos de que os monges são extremamente sérios e que não pensam em nada que não seja rezar&#8230;</p>
<p>A Natascha, que veio a McLeod justamente para aprofundar seu conhecimento no budismo tibetano, tem uma paciência incrível para explicar e ensinar o que ela sabe e contar sobre suas experiências pessoais. Então ficamos um tempão no templo conversando sobre budismo, práticas, meditações, retiros&#8230; Adorei. </p>
<p>A noite todos nós fomos na casa dos pais do Kelsang (cunhado da Ná) e jantamos lá. A Amala, mãe do Kelsang, fez chapatis e sopa de legumes com batatas, uma delícia. A família do Kes tem um cuidado todo especial com a Natascha, com o Douglas e com o Luquinhas. Afinal, agora são todos da mesma família!</p>
<p>Tenho comido muitíssimo bem por aqui e, por enquanto, estou completamente fora das estatísticas dos estrangeiros que vêm à Índia e passam muito mal, o que estou achando ótimo. </p>
<p>E a ironia fica por conta do conselho da Manu – que resolvi seguir à risca antes de vir pra Índia: engordar o quanto conseguisse já que, uma vez aqui, era óbvio que eu iria perder muito peso. Sendo assim, nos meus dois meses de Barcelona eu consegui acumular 7 kg excedentes – e quem me conhece sabe o quanto gosto de comer, então não precisei fazer muito esforço&#8230; Só que, até agora, o tiro está saindo pela culatra, porque acho que estou é engordando mais hahahaha&#8230;</p>
<p>Outro dia fui com a Ná, o Douglas e o Luquinhas jantar num “mexitibetano”, um restaurante ocidental que mescla o cardápio mexicano com o tempero tibetano. E não é que fica bom?</p>
<p>E hoje pela tarde os monges Lobsang e Ishi chegaram aqui na casa da Ná e do Douglas munidos de panelas e ingredientes para fazer momos! Hummmm&#8230;</p>
<p>Lobsang é um monge budista tibetano que conheceu a Manu – mãe da Ná e da Titi – quando ela veio para a Índia há alguns anos; agora ele cuida da Ná, do Douglas e do Luquinhas como se fossem sua própria família. E já me adotou também, um fofo!</p>
<p>Mas voltando ao cardápio: momo é uma especialidade tibetana muito parecida com o guiosa dos japoneses. A massa leva só farinha e água; depois de amassá-la bem e deixá-la homogênea, com ajuda de um rolo abre-se um punhadinho de massa por vez, deixando-a bem fininha. Aí coloque o recheio que quiser (o nosso era de queijos e cebola, mas os mais comuns são os de verduras, de batata e o de espinafre com ricota) e fecha a massa no formato de trouxinha, usando a palma da mão como apoio. Depois de pronto, coloque todos os momos lado a lado, numa panela furadinha com outra panela com água embaixo (aquela panela de cozinhar legumes em banho-maria e de esquentar arroz, sabe?) e deixe no fogo até cozinhar a massa. </p>
<p>Gente, é uma delicia. Acho que com farinha normal deve dar certo. Se alguém se habilitar a fazer, por favor, me conte como ficou!</p>
<p>Abaixo, fotos do Ishi e do Lobsang preparando os momos e dos dois com a Ná, o Luquinhas e o Douglas, prontos pra comer!</p>
<p style="text-align:center;"><img class="size-medium wp-image-159 aligncenter" title="Monges Ishi e Lobsang" src="http://juhue.files.wordpress.com/2008/09/_mg_3913-pequena.jpg?w=300&#038;h=200" alt="" width="300" height="200" /></p>
<p style="text-align:center;"><img class="size-medium wp-image-160 aligncenter" title="Ishi, Lobsang, Na, Luquinhas, Doulgas e os momos!" src="http://juhue.files.wordpress.com/2008/09/_mg_3921-pequena.jpg?w=300&#038;h=200" alt="" width="300" height="200" /></p>
<img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/juhue.wordpress.com/158/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/juhue.wordpress.com/158/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/juhue.wordpress.com/158/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/juhue.wordpress.com/158/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/juhue.wordpress.com/158/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/juhue.wordpress.com/158/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/juhue.wordpress.com/158/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/juhue.wordpress.com/158/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/juhue.wordpress.com/158/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/juhue.wordpress.com/158/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/juhue.wordpress.com/158/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/juhue.wordpress.com/158/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=juhue.wordpress.com&blog=3760869&post=158&subd=juhue&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>O XVIIº Karmapa</title>
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		<pubDate>Sat, 16 Aug 2008 19:15:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Julia Hue</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Hoje eu e a Natascha deixamos o Lucas na escolinha e fomos para Dharamsala. A escolinha onde o Luquinhas estuda é tibetana, chama-se Yongling. E ele, que tem 5 anos, já domina a língua e tira notas bem altas nos testes. Tudo em tibetano!
Então lá fomos nós para Dharamsala. Pra variar, no meio da chuva, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=juhue.wordpress.com&blog=3760869&post=142&subd=juhue&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Hoje eu e a Natascha deixamos o Lucas na escolinha e fomos para Dharamsala. A escolinha onde o Luquinhas estuda é tibetana, chama-se Yongling. E ele, que tem 5 anos, já domina a língua e tira notas bem altas nos testes. Tudo em tibetano!</p>
<p>Então lá fomos nós para Dharamsala. Pra variar, no meio da chuva, por causa das monções que não dão trégua. No caminho, passamos no templo do Nechung (oráculo de S.S. o Dalai Lama) para eu conhecer. Tem uma energia impressionante, gostei muito. Esperamos a chuva parar e continuamos o nosso caminho. Então passou por nós o caminhão de lixo. A Ná não teve dúvidas: pediu carona. Foi uma mão na roda, e a gente só deu risada&#8230; O caminhão de lixo nos deixou em Dharamsala, e de lá pegamos um ônibus para chegar ao templo onde fica S.S. o Karmapa.</p>
<p>S.S. Karmapa é um grande lama tibetano de 23 anos. Em 1999, quando tinha apenas 14 anos, ele fugiu do Tibet, e desde então está refugiado em Dharamsala, sob a tutela de S.S. Dalai Lama. Ele é importante porque é reconhecido tanto pelo Dalai Lama quanto pelo governo Chinês como a reencarnação do 17º Karamapa. Isso pode significar que ele esta sendo preparado pelo próprio Dalai Lama para sucedê-lo no poder, o que é muito importante não só em relação ao Budismo, mas principalmente em termos políticos – e uma tremenda dor de cabeça para os chineses.</p>
<p style="text-align:center;"><img class="size-large wp-image-143 aligncenter" src="http://juhue.files.wordpress.com/2008/09/_mg_3676-pequena.jpg?w=450&#038;h=300" alt="Templo do Karmapa" width="450" height="300" /></p>
<p>Para entrar no templo você tem que mostrar passaporte e se registrar. Só então vai pra fila, onde é revistado, e depois é liberado para entrar. O templo é bem grande e cheio de ornamentos, bem diferente do templo do Dalai Lama. Então todos sentaram. O Karmapa entrou. O templo encheu-se de uma energia tão forte que fiquei sem ar. Acho que mesmo não tendo qualquer ligação com Budismo, não tem como não sentir essa energia, é uma presença impressionante. Ele falou bastante coisa em tibetano. Depois, em inglês, falou um pouco sobre Compaixão.</p>
<p>Quando acabou, todo mundo passou por ele para entregar um kata e ganhou um cordão vermelho abençoada. A minha eu amarrei no meu pulso. E aproveitei para pedir para ele abençoar meus dois malas (rosários budistas de 108 contas, um número sagrado para Budistas e também para os Hinduístas).</p>
<p>Ver esse “menino” de perto e poder sentir tamanha energia e presença é um privilégio enorme. Me sinto profundamente agradecida.</p>
<img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/juhue.wordpress.com/142/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/juhue.wordpress.com/142/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/juhue.wordpress.com/142/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/juhue.wordpress.com/142/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/juhue.wordpress.com/142/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/juhue.wordpress.com/142/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/juhue.wordpress.com/142/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/juhue.wordpress.com/142/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/juhue.wordpress.com/142/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/juhue.wordpress.com/142/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/juhue.wordpress.com/142/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/juhue.wordpress.com/142/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=juhue.wordpress.com&blog=3760869&post=142&subd=juhue&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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